
Mandados de busca e apreensão são cumpridos contra prefeito de Colinas do Tocantins
O prefeito Josemar Carlos Casarin (União), conhecido como Kasarin, foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga violência política de gênero contra a vereadora Naiara Miranda (MDB). Na manhã desta quinta-feira (12), a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão em Colinas do Tocantins, na região norte do estado.
Segundo a PF, a investigação foi iniciada a partir de um discurso do prefeito, em que ele teria ameaçado a vereadora, constrangendo-a durante seu mandato.
Os mandados de busca foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO). Dois influenciadores digitais também são investigados, mas não tiveram seus nomes divulgados. A ação foi chamada de Operação Cortina Digital.
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O caso investigado pela PF foi registrado em fevereiro de 2025, quando o prefeito participou da abertura do ano legislativo e falou: “tu te prepara, que aqui a bala pega”. A fala ocorreu após a vereadora Naiara Miranda (MDB) fazer um discurso dizendo que iria atuar de forma independente.
Na época, o prefeito negou que queria intimida a vereadora. O g1 entrou em contato com Kasarin, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. A vereadora foi procurada pela TV Anhanguera, mas ainda não respondeu.
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Josemar Kasarin (União) é prefeito em Colinas do Tocantins
Reprodução/ Câmara de Vereadores de Colinas
Campanha difamatória nas redes sociais
Durante as investigações, a Polícia Federal apurou que redes sociais controladas por servidores públicos foram utilizadas para espalhar informações inverídicas em uma tentativa de campanha difamatória contra a vereadora e demais agentes políticos ligados à vítima.
Os suspeitos poderão responder pelo crime de violência política de gênero contra detentora de cargo político. O crime se caracteriza pelo ato de constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato eletivo, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher. A pena pode chegar a quatro anos de reclusão e multa.
O nome da operação, Cortina Digital, faz alusão ao termo “cortina de fumaça”, utilizado comumente para definir ações criadas para desviar atenção ou criar uma distração artificial para ocultar interesses escusos, com o objetivo de ludibriar a opinião pública.
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