
Corpo de policial penal que morreu por afogamento foi sepultado nesta segunda-feira (13)
Considerado pela família uma pessoa “trabalhadora e guerreira”, o policial penal Alessandro de Souza Rodrigues, de 32 anos, que morreu afogado enquanto tomava banho no Rio Tocantins, realizava o sonho de infância de atuar na segurança pública.
Alessandro desapareceu na tarde do último domingo (12), enquanto tomava banho na praia do rio, em Peixe, na região sul do estado. Testemunhas contaram à polícia que ele nadava em um trecho raso, mas acabou submergindo ao atingir uma área mais profunda da praia. O policial era concursado desde 2017 e atuava na Unidade Penal de Gurupi.
Para a mãe, Hermenegilda Rodrigues, Alessandro era a definição de alguém que não conhecia a palavra “lentidão”. Além do compromisso com a segurança pública, ele buscava aproveitar cada minuto das folgas para trabalhar com manutenção de ar-condicionado.
“Ele era uma pessoa diferente, trabalhador e guerreiro. Era um menino muito bom para mamãe. Foi tanto que o tempo aqui na Terra foi pouco pra ele”, disse a mãe.
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A última vez que se viram foi justamente no dia do afogamento. Alessandro passou na casa da mãe antes de seguir para a fazenda da família. Ao chegar lá, o desejo era apenas tomar um banho refrescante antes de retornar ao convívio familiar. “Ele falou: ‘Mamãe, eu não vou almoçar agora, não. Vou tomar um banho lá no Peixe e volto agora. Pode deixar meu almoço aí’. Ele estava só. E foi”, contou a mãe sobre os últimos momentos do filho.
Alessandro de Souza Rodrigues morreu afogado após nadar no Rio Tocantins, em Peixe
Reprodução/Instagram Valéria Quirino
A informação do desaparecimento chegou horas depois, iniciando um mutirão pela localização do corpo, organizado pelo irmão de Alessandro, Adriano Rodrigues, e por colegas que não desistiram das buscas.
“Meu filho não desistiu. Adriano conseguiu arrumar bombeiros e mergulhadores de fora. Não deixou meu filho ser carregado pela água para chegar em casa em estado de decomposição. Vi meu filho. Deus mandou ele pra casa, mesmo sem vida para eu ver ele pela última vez”, desabafou.
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Entenda o caso
As buscas foram iniciadas imediatamente após um barqueiro alertar o Corpo de Bombeiros. A operação contou com embarcações e motos aquáticas, mas o corpo só foi localizado por volta das 22h por populares e familiares, em uma região de ilhas próxima a um rancho.
O corpo passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) de Gurupi antes de ser liberado para a família. A morte gerou grande comoção entre os colegas de farda, que organizaram homenagens durante o sepultamento, ocorrido na terça-feira (14).
Em nota de pesar, a Secretaria da Cidadania e Justiça lamentou a morte do policial e agradeceu pelos serviços prestados ao longo da trajetória profissional. “Honrando a dedicação e o compromisso demonstrados ao longo de sua trajetória na Polícia Penal.”
A 94ª Delegacia de Polícia de Peixe investiga as circunstâncias do afogamento.
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